
Existem séries que não se encerram quando a temporada acaba. Elas permanecem como sensação, como memória coletiva, como referência afetiva. Stranger Things construiu esse lugar ao unir amizade, medo, amadurecimento e o sobrenatural como linguagem emocional. Por isso, quem se conecta com essa história raramente busca apenas monstros ou mistério. Busca narrativas onde o estranho convive com laços humanos fortes e onde crescer nunca é um processo simples.
Pensando nesse espírito, reunimos séries que dialogam com esse mesmo universo — seja pelo clima, pela presença do sobrenatural, pela força do grupo ou pela sensação constante de que algo está fora do lugar.
Dark — O Mistério Que Atravessa Gerações (Netflix)
Em Dark, o terror não vem de criaturas, mas do tempo. Assim como em Stranger Things, uma cidade aparentemente comum esconde segredos profundos. No entanto, aqui o medo é mais silencioso e existencial. Cada escolha ecoa no passado e no futuro, transformando o sobrenatural em consequência, não em invasão.
Além disso, a série constrói vínculos familiares e afetivos atravessados por culpa, perda e repetição, criando uma atmosfera densa que permanece mesmo após o fim do episódio.
The OA — Quando O Sobrenatural É Sentido, Não Explicado
(Netflix)
The OA aposta menos em respostas e mais em experiência. Assim como Stranger Things, ela constrói um grupo unido pela dor, pela diferença e pela necessidade de acreditar. O estranho surge como sensação, não como regra fixa.
Enquanto isso, temas como trauma, fé e pertencimento atravessam a narrativa, tornando o mistério profundamente emocional. É uma série para quem aceita o desconforto do que não se resolve.
A Maldição da Residência Hill — O Passado Que Nunca Se Cala
(Netflix)
Para quem se conectou com o peso emocional de Stranger Things, A Maldição da Residência Hill é um caminho natural. Aqui, o horror se mistura à memória e ao trauma familiar.
Além disso, a série entende o medo como herança. O passado não passa — ele se infiltra. Assim como o Mundo Invertido, há algo que insiste em chamar, mesmo quando todos tentam seguir em frente.
Locke & Key — Portais, Amizade E Segredos Guardados
(Netflix)
Em Locke & Key, o sobrenatural aparece através de chaves mágicas e portas escondidas. A estrutura lembra Stranger Things: jovens protagonistas, cidade pequena e um mistério que cresce aos poucos.
Ainda que o tom seja mais aventureiro, a série lida com luto, amadurecimento e pertencimento, usando o fantástico como ferramenta para enfrentar dores que ainda não encontraram nome.
The Society — Quando Os Adultos Desaparecem
(Netflix)
Embora menos sobrenatural, The Society dialoga diretamente com a sensação de isolamento presente em Stranger Things. Um grupo de adolescentes se vê separado do mundo adulto e precisa criar suas próprias regras.
Aqui, o medo nasce da ausência, da falta de respostas e da necessidade de crescer rápido demais. Assim como em Hawkins, o perigo não está apenas fora, mas nas escolhas feitas sob pressão.
Arquivo 81 — O Terror Que Mora No Passado
(Netflix)
Em Arquivo 81, o sobrenatural surge a partir de gravações antigas e memórias fragmentadas. Assim como em Stranger Things, o passado não está enterrado — ele observa.
Além disso, a série constrói um clima de paranoia crescente, onde o mistério se aprofunda a cada revelação. O horror aqui é lento, psicológico e profundamente ligado à curiosidade humana.
IT: Bem-Vindo a Derry — O Medo Que Sempre Retorna
(Max)
Por fim, IT: Bem-Vindo a Derry amplia a lógica do medo cíclico. Assim como em Stranger Things, crianças percebem o que adultos escolhem ignorar. O sobrenatural se alimenta do silêncio coletivo e da repetição histórica.
Aqui, o terror não é apenas criatura — é cidade, memória e omissão. Uma escolha certeira para quem se interessa pelo horror como metáfora social.
No fim, gostar de Stranger Things é gostar de histórias em que o medo não anula os vínculos — ele os testa. Séries que entendem que amadurecer, enfrentar o estranho e permanecer junto fazem parte do mesmo processo.
E você, qual dessas séries mais conversa com a sua experiência com Stranger Things? Falta alguma nessa lista? Conta pra gente nos comentários e compartilhe suas indicações.
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A relação entre amizade, amadurecimento e ameaça constante já foi explorada pelo Encarte em Stranger Things, série que transformou o sobrenatural em experiência emocional coletiva. Esse mesmo uso do terror como linguagem afetiva aparece em A Maldição da Residência Hill, onde o medo se conecta diretamente a laços familiares e traumas que atravessam o tempo. Além disso, a ideia de um mal que retorna porque nunca foi enfrentado se aprofunda em IT: Bem-Vindo a Derry, ampliando o horror para além da criatura e observando o silêncio coletivo como parte do problema.
